Está aqui. Minha primeira participação numa Audiência Pública. Salvo o nervosismo diante do público e perante a inércia dos nossos governantes, esta Audiência ocorreu na Câmara Municipal de Nova Lima no dia 17 de abril de 2012. Infelizmente, ainda a situação do transporte coletivo é a mesma. Mas, a vontade e a crença de que a mudança é possível só aumenta a cada dia.
quinta-feira, 18 de julho de 2013
sexta-feira, 12 de julho de 2013
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Algo nos une
Em meio a inúmeros protestos e
reivindicações, os meses de abril a julho de 2013 representaram um marco na
vida política brasileira. Se antes a insatisfação da população com
os rumos do país se manteve refém do silêncio de políticos e das mídias
tradicionais, em conjunto, o povo decidiu sair às ruas em busca dos seus
direitos.
Das manifestações que ocorreram, muitos
brasileiros puderam finalmente resgatar o espírito revolucionário do nosso
povo, que, ao contrário do que muitos pensam, em nenhum momento da nossa
história se contentou com a hegemonia das classes minoritárias.
Com os movimentos sociais que se
insurgiram, também presenciamos o claro posicionamento reacionário de clãs
familiares que ainda se mantêm no poder por meio da manipulação da opinião e da
administração pública. Famílias que insistem em usurpar o patrimônio
e a ideologia pública brasileira para interesses particulares, jornalistas e políticos que
durante semanas simplesmente uniformizaram como vândalos milhares de pessoas
que foram duramente reprimidas por “cães de guarda” treinados para combater os
seus próprios semelhantes.
Mesmo respeitando, infelizmente
presenciei também durante algumas semanas posicionamentos contrários de amigos
às manifestações. Cada um com seus argumentos criticaram duramente o movimento,
o que me fez refletir acerca do assunto.
Dentre várias opiniões, contudo,
percebi que muitas justificativas por parte dos que não concordavam possuíam
semelhanças. Semelhanças essas que punham em xeque a validade do movimento pelo
não posicionamento anterior do povo frente a assuntos possivelmente mais
importantes, como a PEC 37 e o projeto conhecido como “Cura Gay”. Além disso,
questionamentos quanto à sua eficácia, considerando-se a falta de líderes às manifestações,
o que facilitaria, segundo alguns, a manipulação dos movimentos, por alguma
entidade com o objetivo de dar um golpe.
Pois bem, para mim, o que tive certeza
com essas respostas e que, creio, continuará me intrigando ao longo de minha
vida é o conservadorismo, o costume radical e até mesmo, desculpem-me o termo,
a quantidade de pessoas caretas que vivem em nosso país em pleno século XXI.
Isso, fato também que infelizmente reflete inúmeros problemas que ainda existem
neste país, como preconceito, homofobia e qualquer outro tipo de discriminação
em geral.
Das opiniões contrárias aos movimentos, o que pude entender foi o peso que falácias e tradições ainda têm em nosso país. Por exemplo, da história que dizem que “O Gigante Acordou”. Hoje, já não tenho mais dúvidas da precariedade não só de boatos conservadores que rondam o Brasil, mas também da má influencia de muitos livros didáticos de autores que simplesmente desconstroem a historiografia do nosso país, retratando-nos apenas como um povo omisso, apaixonado e cego pelo futebol, avesso a qualquer participação de fatos importantes que transformaram a nossa história.
História essa a mesma que considera que
o povo apenas assistiu à Independência bestializado, de que a escravidão fora
abolida no Brasil apenas pela pressão inglesa e de que todos os governos que se
aproximaram das massas foram meramente assistencialistas, populistas e
caçadores de votos.
Dos movimentos em 2013, o que houve foi
um resgate da vontade política em nosso país em retomar o direito de poder
escolher sobre o seu futuro assim como nossos antepassados lutaram
para permitir que milhões de pessoas possam sair às ruas hoje em busca
daquilo que acreditam.
Em relação à falta de um possível sentido, um foco, e de líderes que, possivelmente, poderiam dar Unidade a estes movimentos, minha opinião também é contrária. Em nada podem ser considerados inferiores estes movimentos por não terem sido convocados por uma Central Sindical ou por um partido político específico, por exemplo. Aliás, o modo como foram organizadas as nossas manifestações refletiram uma tendência mundial de movimentos horizontais, um passo importante para a maturidade do Brasil, que vive numa democracia ainda jovem, que permite, sim, a participação direta do povo na sua construção.
Contudo, mesmo criticados por não terem um possível foco definido, ao
contrário, acredito que houve sim um algo que uniu e que possibilitará a todos
esses movimentos surtirem efeitos não só agora, mas também ao longo das
décadas.
Dos
vários cartazes exigindo os mais diversos direitos, em todos eles pode ser
visto uma vontade homogênea por maior participação política, por maior respeito
dos agentes públicos que se encontram no poder que é do povo e por maior
dignidade à população que não suporta mais encarar escândalos que afrontam o
povo brasileiro.
Definitivamente, o gigante não acordou. Isso, pois, garanto a vocês que o
Brasil nunca havia dormido. Na verdade,
passamos neste momento por uma consolidação da nossa confiança e aos
poucos entendemos que somente juntos superaremos as desigualdades enraizadas
neste país e a crise Institucional a qual estamos à beira do abismo.
Amplamente apoiado pela maioria dos brasileiros,
oito em cada dez, segundo o DataFolha, devo admitir que não concordo com tudo o
que aconteceu nessas manifestações. Infelizmente, assim como houve milhões de
pessoas que foram às ruas de maneira pacífica para lutar pelos seus direitos,
de fato minorias exaltadas se rebelaram por meio de caminhos não democráticos
contra a ordem pública autoritária, o que não se justifica. Entretanto, mais do
que simplesmente condenar essa minoria e cunhá-la como vândala, é plausível
entendermos que poucas pessoas tiveram oportunidades, quiçá privilégios, de
aprenderem dentro de uma escola ou em suas casas que o povo não precisa
utilizar da violência para transformar o seu futuro, mas sim de DEMOCRACIA, a qual nos garante o poder legítimo de mudarmos o nosso país de maneira legítima.
A
todos, incentivo participarem desse momento tão importante da história do Brasil. Como podemos ver, o que muitos criticavam que supostamente não dávamos a devida
importância como a PEC 37 e a “Cura Gay” foram barrados no Congresso, sem dúvida alguma, devido às manifestações. Além disso, embora ainda poucas,
outras importantes conquistas já foram alcançadas, como royalties do pré-sal
destinados à educação e à saúde, projeto que estava engavetado nos arquivos de
Henrique Eduardo Alves, presidente da Câmara, que dificilmente seria votado.
Quero deixar claro que em hipótese
alguma quero que vocês simplesmente concordem com a minha opinião sem devida
reflexão sobre o assunto. Realmente, o que escrevi acima não posso garantir a
ninguém que esteja correto, que seja verídico. Mas, digo a vocês, que ainda acredito no poder do povo. Por favor, vamos dar crédito ao movimento para mantermos viva a vontade pela transformação da organização da nossa sociedade, a qual penso ter chegado infelizmente num estágio insuportável de irracionalidade. VAMOS, BRASIL!
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| Pampulha, junho de 2013 |
Carta aberta
Olá, pessoal.
Novamente, abro uma página do World para tentar justificar o meu afastamento
nada temporário do Veraneio Vascaína. Dessa vez, gostaria pelo menos de concluí-la
de maneira que eu possa postá-la neste blog.
Pelo menos até agora,
diferentemente do que eu pensava, acreditei que neste ano eu escreveria sobre
diversos temas e simplesmente inundaria este blog com uma centena de postagens.
Ainda muito preocupado e ocupado com o Vestibular em 2012, na faculdade, caso
eu passasse/o que aconteceu, pensei que seria muito bom para o blog, pois teria
mais tempo para escrever.
Contudo, embora tenha
me dedicado bastante no primeiro período, não utilizarei como desculpa que não
foi possível, até então, tirar um tempinho para escrever. Que uma ou duas horas
de minha semana não pudessem ter sido reservadas ao blog, aliás, o que fiz, mas
muito pouco, e achei que não valeria a pena uma publicação.
Como podem notar,
este Veraneio se acomodou um pouco. As postagens, que antes eram no máximo
mensais, tornaram-se cada vez mais escassas. O número de acessos, que chegou a
mais de 200 por semana, hoje se amarga com o meu, às vezes.
Durante alguns meses,
confesso, fiquei um pouco triste por não conseguir dar continuidade ao
Veraneio. Assim, comecei uma série de questionamentos a mim mesmo sobre os por
quês que antes me motivavam e agora, pelo menos aparentemente, não mais.
Com a vontade de
voltar a escrever e manter rejuvenescido este blog, busquei novas alternativas
que pudessem me motivar novamente. Convidei amigos para escreverem artigos,
modifiquei algumas configurações e até mesmo procurei um novo nome que pudesse
ser atrativo e sintetizar uma nova fase.
Mas, como veem, isso
não deu certo. Ou talvez, não diretamente. Primeiro, penso que redescobri um
fator simples, mas que para mim fora de suma importância: que um blog
necessita de algo muito maior do que tempo. Felizmente, a partir daí, com os
vários por quês e algumas outras tentativas que não surtiram efeito de
imediato, entendi que deveria me dedicar a uma única e exclusiva questão que
aparentemente eu havia esquecido: O quê me faz escrever e postar neste blog?
Pois bem, acredito
que a reencontrei. Quando eu decidi criar este blog, o fiz com dois principais
objetivos: no intuito de fazer uma literatura (como muitos poetas dizem) de
catarse e de despertar no maior número de pessoas que eu pudesse reflexão
acerca da organização do nosso país. Por isso, optei não somente escrever nos
meus cadernos a fim de encontrar um caminho que pudesse me possibilitar pelo
menos um pouco de conforto em relação ao terrível cenário político brasileiro,
mas também criei um blog com o objetivo de despertar o interesse em quem não
mais acredita que podemos mudar o futuro do Brasil através da política.
A partir de hoje,
quero novamente reativar este blog. Mas, antes disso, desde já esclareço que
não colocarei esta como uma necessidade primordial. Da resposta que encontrei
em relação à criação do Veraneio em 2011, agora mais tranqüilo, tenho aprendido
a me expressar também de outras maneiras, de demonstrar a minha insatisfação e
de tentar “contaminar” quem quer que esteja à minha volta para a vontade
política por meio de formas em nada inferiores quanto à importância da prosa e
da charge.
Manifestações,
folhetins, debates com os amigos, cobrança direta aos nossos representantes,
conhecimento de novos caminhos tão eficientes quanto pode ser este Veraneio,
que têm me possibilitado querer mais e continuar acreditando que somos capazes
sim de mudarmos o futuro do nosso país. Com outros milhares de pessoas que se
expressam de maneiras tão diversas e também não querem se acomodar diante da decisão
do seu futuro continuarei fazendo o possível para manter este blog como espaço
para reflexão.
Quero agradecer a
todos vocês que pelo menos uma vez visitaram este Veraneio. Antes que eu me
esqueça, é importante relembrar que continuo à procura de deixar este blog mais
dinâmico, mais participativo, o que é essencial para um debate. Mesmo com os
anos, confesso que não entendo como configurar algumas coisas! Até lá,
novamente os incentivo a me enviar qualquer crítica ou opinião ao meu email.
Com vontade
revigorada e alguns possíveis erros gramaticais, VAMOS MUDAR O BRASIL!
Att;
luccasrenato@hotmail.com
terça-feira, 11 de junho de 2013
ABAIXO A DITADURA
VERDADE, REPARAÇÃO, REFORMAS
CONSTITUCIONAIS E JUSTIÇA! Não ao decreto de esquecimento. Para que nunca mais
este episódio se repita na história do Brasil, Justiça de Transição completa e
eficiente JÁ!
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
A CUT e o PT
| http://brasillimpeza.blogspot.com.br/2012/07/cut-pode-ir-as-ruas-para-defender-os.html |
Na democracia
brasileira, uma das maiores conquistas garantidas pela Constituição de 1988 foi
ter assegurado ao cidadão o direito de se manifestar e se organizar em
sindicatos, o que lhe garante um modo legítimo de defesa aos seus interesses.
Entretanto, já a partir da década de 1990, muitas dessas organizações, como a
CUT (Central Única dos trabalhadores), passaram a ser lideradas por
representantes políticos, líderes que, ao invés de promoverem a estrita defesa
aos interesses do trabalhador urbano, condicionaram-se à obediência às ordens
de figurões políticos do país, remetendo-nos ao período do peleguismo no Brasil.
A CUT do Rio tem
preparado uma série de manifestações em clara oposição às penas deferidas pelo
STF a representantes do PT na ação penal 470, o mensalão. Líderes do sindicato,
sob alegação de ter sido um julgamento político, creem que as sentenças do STF
no mensalão devem ser anuladas, pois foram tomadas sob influência da mídia, da
pressão popular e da oposição da base governista, com o objetivo de enfraquecer
o PT. Diante de tal posição do sindicato e de seu histórico marcado por apoio
ao partido dos trabalhadores, mais uma vez a maior organização sindical do
Brasil parece refém da influência dos interesses de mandatários petistas, que
estão no comando do sindicato, o que, novamente, nos faz repensar sobre a real
atuação do sindicalismo no Brasil hoje.
Em declaração dada à
Folha de São Paulo no dia 25 de janeiro, José Garcia Lima, dirigente da CUT-RJ
e organizador das manifestações contrárias às punições a petistas no mensalão,
crê ter ocorrido no STF “um julgamento político” e qualifica como “vítimas” os
petistas condenados no caso, como o ex-ministro chefe da Casa Civil, José
Dirceu, e o ex-presidente do PT, José Genoíno.
Para José Garcia, não
houve compra de apoio parlamentar durante o governo Lula e que, por isso, esse
apoio dado a petistas não pode ser considerado subordinação da CUT ao partido
(como muitos estudiosos creem acontecer), mas sim, segundo José Garcia, uma resposta
democrática do maior sindicato do país a um julgamento político. Lima diz que
não teme, com isso, ver a central vinculada com a defesa da impunidade, mas sim
que tal posicionamento leva em consideração que “A CUT teme ser cúmplice de uma
injustiça”.
Em favor dos petistas
culpados pelo STF, Lima também reiterou a tese segundo a qual o caso não se
tratou de compra de apoio parlamentar no Congresso a favor do governo Lula, mas
somente da prática recorrente na política brasileira de caixa dois de campanha.
Para mim, soa como
lamentável e no mínimo preocupante em pleno 2013 um sindicato da grandeza da
CUT, com mais de sete milhões de trabalhadores representados, demonstrar-se
ainda tão ligado a um partido político. Não sou contra a filiação partidária
dos seus representantes, mas creio ser incorreta a posição de um líder como
José Garcia, com tamanha influência sobre a classe operária no país, tomar essa
posição de defesa dos condenados pelo STF pautado em sua figura de dirigente da
CUT do Rio de Janeiro.
Todos os brasileiros
têm, sim, o direito garantido de se posicionarem contra ou a favor publicamente
de alguma decisão deferida pelo nosso Judiciário. Entretanto, cabe-nos a tarefa
importante de garantir esse direito a todos para que, segundo as suas próprias
reflexões diante das sentenças, sem influências de organizações
político-partidárias ou sindicatos, posicionem-se contra ou a favor de alguma
decisão deferida pelos Tribunais.
A relação da CUT com
o PT tem sido alvo de críticas até mesmo dentro do próprio Partido dos
Trabalhadores. Ex-petistas como Fernando Gabeira, Heloísa Helena, por exemplo,
em oposição à influencia do partido na CUT na década de 1990, abandonaram a
sigla e ajudaram a fundar novos partidos políticos como o PV e o PSOL, hoje,
partidos de oposição ao PT. A relação da CUT com o PT, por isso, e por sua
recente nova empreitada em reverter as penas do STF, para muitos, há muito
tempo deveria ser alvo de uma investigação a fundo da polícia federal, uma vez
que, caso seja realmente comprovada tamanha influencia dessa sigla dentro da
CUT, o poder de manifestação e autonomia do trabalhador urbano está subjugado
aos interesses da classe dominante, da classe que está no poder e consegue se
manter nele devido à sua influencia diante das massas.
Creio também ser
lamentável a defesa por parte de um dirigente da CUT da tese de que o mensalão
se tratou exclusivamente de caixa dois de campanha, e que, por isso, os
envolvidos não podem ser presos, já que, segundo Garcia, não há nenhuma
campanha política no país nos últimos 50 anos que tenha sido limpa. Acredito
ser um absurdo esse tipo de posicionamento de um representante da classe
operária do Brasil, país marcado em toda a sua história pelo poder das
oligarquias políticas, que se mantêm no poder devido ao seu grande poderio
financeiro e descumprimento das leis brasileiras.
Diante do
posicionamento da CUT em favor dos políticos petistas considerados culpados
pelo STF e da importância dos sindicatos como resposta legítima do trabalhador
aos patrões e empresários no Brasil, é possível inferir a real necessidade de
apuramento das relações partidárias com o sindicalismo no país. Muito além do
um bilhão de reais que os líderes de sindicatos movimentam anualmente com as
mensalidades pagas pelo trabalhador brasileiro, o enorme número de
trabalhadores filiados aos sindicatos podem ser facilmente coagidos a partir de
interesses dos partidos políticos que desrespeitam as regras e corrompem a
Constituição brasileira. É preciso também que a decisão do STF no caso mensalão
seja respeitada, pois tal medida pode representar o início da verdadeira
instauração do Estado de Direito no Brasil, onde todos poderão ser julgados
igualmente, independentemente de sua classe social. As sentenças deferidas
pelo mensalão, realmente, podem causar insatisfação e descontentamento em
líderes acostumados com a impunidade. Contudo, discordar de uma decisão do STF,
sim; criticar, sim; desobedecer, não.
Tira dúvidas!
Pelegos: Pedaço de pele ou lã
utilizado para amenizar os impactos em uma
cavalgadura.
O sindicato dos pelegos tem como um dos seus responsáveis João Goulart, então
Ministro do Trabalho do governo Vargas (1951-1954). Sindicalistas pelegos são
aqueles que, aparentemente representando os trabalhadores, atendem de fato aos
interesses do governo ou dos patrões.
CUT: A maior central
sindical do Brasil, da América Latina e a 5ª maior do mundo, com 3.438
entidades filiadas, 7.464.846 trabalhadoras e trabalhadores associados e
22.034.145 trabalhadoras e trabalhadores na base. Apresentou inúmeras
dissidências nos últimos anos, principalmente de grupos de esquerda, em
oposição à relação do sindicato com o PT.
Caixa
dois: Para Cármem Lúcia, ministra do Supremo
Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, defender a tese
de que houve caixa dois de campanha para a defesa dos culpados no mensalão é o
mesmo que tentar justificar um crime com outro crime ao alegar que o dinheiro distribuído
a parlamentares era para o pagamento de dívidas de campanha, e não compra de
apoio político. "Alguém afirmar que houve
ilícito com a tranquilidade que se fez aqui é algo inédito em minha vida
profissional. É como se o ilícito fosse uma coisa normal e pudesse ser assumido
tranquilidade. É como dizer 'ora, brasileiro, o ilícito é normal'. A
ilegalidade não é normal. Num estado de direito, o ilícito há de ser processado
e punido”, palavras da ministra diante da defesa dos advogados petistas.
Declaração
de José Garcia Lima concedida à Folha sobre o julgamento do mensalão: "Não há uma única campanha política no país nos
últimos 50 anos que tenha sido limpa. Não defendo corrupção nem discuto
descumprimento de regras. Por que diabo valem para o PT as regras eleitorais e
não para os outros? Tenho de fazer campanha vendendo camisa, bóton e santinho
do PT. Os outros podem fazer caixa dois que não acontece nada?
"Conheço, do PT,
todos os envolvidos. Tenho absoluta certeza de que nenhum deles colocou nenhum tostão
no bolso. Justiça episódica é sacanagem. Se for para todo mundo, a gente até
embarca."
Renan não! Junte-se a nós!
![]() |
| Charge: Folha.de.SãoPaulo |
Eleito por Alagoas
deputado estadual, duas vezes deputado federal e atualmente em pleno exercício
de seu terceiro mandato de Senador, Renan Calheiros, mais uma vez, é denunciado
pelo Ministério Público. Com uma carreira repleta de escândalos
políticos, que culminaram em sua renúncia ao cargo de presidente do Senado em
2007, Renan Calheiros é o candidato mais cotado no Congresso para reassumir a
vaga de presidente do Senado nesta sexta-feira, 01/02.
Entenda a renúncia ao
cargo de presidente do Senado em 2007 e a atual denúncia do Ministério Público
contra Renan:
Em 2007, Renan Calheiros foi acusado de ter as suas contas particulares pagas
por um lobista. Na época, Renan foi acusado de pagar a pensão alimentícia de
sua filha com a jornalista Monica Veloso com dinheiro de corrupção. Para não
ter os seus direitos políticos cassados com a instauração de uma CPI, Calheiros
renunciou ao cargo.
Nova Denúncia do Ministério
Público: Em meio ao clima de
disputa pela cadeira de presidente do Senado, Calheiros é acusado pelo
Ministério Público de ter apresentado notas fiscais frias para tentar comprovar
que não teve contas pessoas pagas por um lobista. A eleição para a presidência
do Senado acontecerá nesta sexta-feira, com voto secreto, e Renan Calheiros
favorito para reassumir o cargo.
Manifeste-se;
Junte-se a nós!
Voltamos!
“Cuidado,
pessoal, lá vem vindo a Veraneio!”
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
2013!
Galera, muuuiiiito obrigado por mais um
ano de recordes nos acessos ao blog!! Confesso
que o deixei desatualizado no último mês – por falta de tempo e, até mesmo,
talvez, de organização! Entretanto,
quero dar continuidade ao Veraneio a partir de fevereiro. Acredito que o ano de
2013 irá requerer, além das postagens, maiores atitudes diante das nossas
decisões. E, por isso, aguardo-os no ano
que vem e espero que alcancemos juntos a nossa democracia plena!
Até logo!
![]() |
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
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