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sábado, 25 de agosto de 2012
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Tempestade Cerebral: em outubro, quem manda é você
O IDH, Índice de Desenvolvimento Humano, serve de base de estudos para governos e para a ONU a fim de promover maior igualdade social e de oportunidades dentro dos países.
Tomando por base o IDH brasileiro, amargando a 84ª entre 187 países, torna-se clara e evidente a disparidade que ainda existe neste país. Enquanto alguns ganham muito, muitos ganham pouco, quase nada. E, a partir disso, podemos repensar a velha retórica que não sai democracia brasileira: CRESCIMENTO NÃO É DESENVOLVIMENTO.
Apesar de hoje sermos considerados a 6º maior economia do mundo e termos uma renda per capita em torno de vinte mil reais, serviços básicos que deveriam ser prestados à população ficam em segundo plano. Em pleno séc. XXI, por exemplo, no Brasil, somente 36% dos domicílios do país possuem o seu esgoto tratado, ou seja, o restante da população, principalmente nas áreas mais pobres, vive com a sua família ao lado de esgotos a céu aberto, fonte de doenças e de contaminação.
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Como se já não bastasse essa realidade, muitos Parlamentares brasileiros pouco se preocupam com a população. Além de vários estarem envolvidos todos os dias em improbidades administrativas relacionadas a desvios de verba pública e favorecimentos a contraventores, Parlamentares não se contentam com a remuneração lícita que recebem por parte do governo federal, e buscam, a qualquer custo, angariar dentro do Congresso ainda mais benefícios. Pagos por nós, contribuintes.
Um estudo da organização Transparência Brasil concluiu que os Parlamentares brasileiros são os mais caros do mundo. O minuto trabalhado aqui custa ao contribuinte R$11.545,00. E, mesmo assim, há Parlamentares que ainda querem manter privilégios como o 14º e 15º salários durante o seu mandato.
No Brasil, enquanto um trabalhador tem direito a, no máximo, 30 dias de férias anuais, os Parlamentares brasileiros têm 54 dias de recessos durante o ano. Uma vergonha para o país.
Contudo, essa é a nossa vez: 2012, mais um ano de eleições municipais. Mais um ano em que parte da córgia, agora dos municípios, sai das Câmaras Municipais e vai às ruas relembrando momentaneamente que não são os donos deste país, e sim empregados. Que só estão no poder porque nós, povo, permitimos.
Até quando você vai deixar o seu futuro nas mãos desses hipócritas? Você vai querer exercer o seu papel de cidadão em outubro, ou vai querer continuar apanhando da corrupção? Manifeste, pesquise e questione. Faça valer nas urnas o seu direito, demonstre a sua insatisfação.
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Até Quando?
"Muda que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente!
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro!
Até quando você vai ficar levando porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai ficar de saco de pancada
Até quando você vai levando?"
Gabriel O Pensador
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente!
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro!
Até quando você vai ficar levando porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai ficar de saco de pancada
Até quando você vai levando?"
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| http://www.cruzadavascaina.com.br/colunas/rafael-bacchi-ate-quando/ |
sábado, 30 de junho de 2012
A educação medíocre do Brasil
"Encarem as crianças com mais seriedade, pois na escola é onde formamos nossa personalidade. Vocês tratam a educação como um negócio onde a ganância, a exploração e a indiferença são sócios. Quem devia lucrar só é prejudicado, assim cês vão criar uma geração de revoltados. Tá tudo errado e eu já tou de saco cheio"
Gabriel O Pensador
sábado, 9 de junho de 2012
A História Das Coisas
Da extração e produção até a venda, consumo e descarte, todos os produtos em nossa vida afetam comunidades em diversos países, a maior parte delas longe de nossos olhos.
O poder das grandes corporações em nossa vida e no futuro do planeta.
O poder das grandes corporações em nossa vida e no futuro do planeta.
sábado, 26 de maio de 2012
domingo, 13 de maio de 2012
É preciso mudar a cena política
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| http://feeliiz.blogspot.com.br/2011/07/o-jovem-e-politica.html |
Como escrito anteriormente no perfil deste blog, com exposição da autoria e transcrevendo de maneira imparcial as ideias de vários jornalistas brasileiros, posto um artigo escrito pelo jornalista Acílio Lara Resende do jornal O Tempo, Belo Horizonte, 28 de março de 2012. Assim como ele, creio que o jovem possa desempenhar um papel muito mais importante na sociedade em relação ao que muitos atualmente pouco têm contribuído para a construção da política nacional.
Numa crítica à nossa política tal como ela é hoje e, também, à imprensa, o jornalista e ex-deputado Fernando Gabeira, no artigo “Política e naufrágio”, publicado no “Estado de S.Paulo” do último dia 16, disse que “a cena política demora mais a mudar se nos desinteressamos”. E completou: “É necessário ficar o mais próximo possível que o estômago possa tolerar. As coisas não mudam rapidamente sem luta”.
Além do desagradável mal que a atual prática política faz ao estômago, ainda há, entre os jovens, campanha dirigida em favor do desinteresse por ela. Nossas redes sociais estão aí para confirmar isso. Como não apontam soluções, estimulam esse perigoso sentimento, que domina o único segmento social capaz de dar ao país novos tempos.
Essa mudança da cena política a que faz menção Gabeira é indispensável. Ela tem como acontecer e, talvez, até andar mais depressa, mas não disponho nem nunca dispus de bola de cristal e, sinceramente, embora bastante vivido, pouco ou quase nada sei da vida.
Se nós, porém, os chamados “atores esclarecidos que, na maioria das vezes, nada fizemos (nem fazemos) em favor dos nossos costumes e que temos um mínimo de condições para isso, se nós -repito- nos dispusermos a estimular a presença dos jovens na vida publica, é provável que algo de bom aconteça. Antes de tudo, é preciso levar a eles o verdadeiro sentido do bem comum, pelo qual se luta, também, através do exercício da política, que é arte nobre e que nada tem a ver com os pilantras que dela se aproveitam para roubar. Nossas redes sociais, ao invés de se dedicarem a coisas totalmente inúteis, bem que poderiam estimular os jovens a abraçar a causa pública, que é, no fundo, a sua ou, na realidade, a nossa primeira e única grande causa.
Sem essa presença continuada dos nossos jovens na vida pública a partir da universidade (por onde andam os centros acadêmicos universitários?), e isso já aconteceu em passado recente, não haverá mudança sadia nos rumos do país. Só eles podem impedir que a política continue a ser, apenas, a briga “pela avidez do ganho ou pelo gozo da vaidade, pela postergação dos princípios ou pelo desprezo dos sentimentos”, como assinalou Eça de Queiroz há mais de um século.
Não é mais possível aceitar que política é só luta por cargos, poder e dinheiro, como querem os nossos partidos. Precisamos enfrentar isso. Sem a efetiva presença dos jovens na vida política do país, e sempre dentro do regime democrático, naufragaremos todos, velhos e novos. Sem ela, perderemos a linha do horizonte, que é “traço essencial do naufrágio no mar”, como disse no artigo Fernando Gabeira.
A tarefa é árdua, mas um verdadeiro mutirão em seu favor – nos colégios, na universidade, na imprensa, nas redes sociais etc - seria um importante passo no sentido de reacender a velha esperança.
Mágico de OZ - Racionais MC's
“Desde cedo a mãe da gente fala assim: filho, por você ser preto, você tem que ser duas vezes melhor. Aí passado alguns anos eu pensei: como fazer duas vezes melhor se você está pelo menos 100 vezes atrasado? Pela escravidão, pela história, pelo preconceito, pelos traumas e pelas psicoses. Duas vezes melhor como? Ou melhora, ou você piora de uma vez, sempre foi assim. Você vai escolher o que tiver mais perto de você, o que está na sua realidade. Você vai ser duas vezes melhor como, quem foi o pilantra que inventou isso daí?” Mano Brown, Racionais MC´s.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Tempestade cerebral: cotas raciais
Antes de qualquer coisa, deixo claro que aqui está a minha opinião sobre um assunto tão polêmico, tão importante, relacionado à construção da democracia brasileira.
Que a aprovação das cotas raciais é uma decisão histórica, todos nós já sabemos. Mas, a partir de agora é que veremos quais serão os reais reflexos dessa medida na vida não só dos universitários brasileiros, mas de todo o povo. Esta decisão, em minha opinião, é mais um meio criado pelo poder público, agora também sustentado pelo STF, em ludibriar a sua falta de eficiência em garantir a todos os brasileiros e brasileiras, brancos; negros; pardos; ou índios, educação de qualidade, e condições igualitárias para serem escolhidos em qualquer situação da vida por meio de seus méritos, não por sua origem.
Criticar o governo, o sistema, realmente é fácil. Mas, devemos, também, lembrar-nos do nosso passado colonial atrasado em alguns aspectos, quando relacionados à escravidão. Os negros durante séculos, e, em vários casos, até hoje, foram excluídos da sociedade, da vida pública e da autonomia em tomar as suas próprias decisões. Processo este, embasado por uma visão arcaica que a maioria da sociedade do país tinha até então. Mas, hoje, uma medida que visa à manutenção das cotas já existentes nas universidades e, além disso, dá autonomia para as mesmas ampliá-las, joga abaixo a idéia de igualdade.
Todos nós, brasileiros, temos uma dívida a ser paga ao povo negro; também aos índios, importunados e molestados desde o primeiro contato com o povo europeu. Mas, é necessário que essa igualdade seja conquistada através de medidas que não prejudiquem os demais, para que o Brasil não simplesmente reinvente uma nova forma de desigualdade em pleno séc. XXI.
Para mim, outras soluções para este problema seriam mais viáveis e mais corretas. Talvez, um sistema que garanta vagas a pessoas em que seja considerada a situação sócio-econômica do candidato, não apenas racial, poderia ser mais digna e eficaz. Mesmo que dados verídicos comprovem que a maior parte da população pobre do Brasil é a população negra, este parâmetro, em hipótese alguma, pode servir como único critério para adoção das cotas. No Brasil, há também brancos que não possuem ensino superior, pobres, que não cursaram nem mesmo o ensino fundamental devido a sua situação econômica. No Brasil, país tão mestiço em sua essência, o sistema de cotas não pode ser aceito assim, de forma tão homogênea.
Em entrevista a rádio CBN, no dia 27 de abril, o Antropólogo Roberto Da Matta, também professor da PUC-RJ, dentre seus comentários em relação à permanência do sistema de cotas raciais, cometeu um grande equívoco em uma de suas falas, em minha opinião. Para sustentar a sua tese em favor das cotas raciais, Roberto Da Matta alegou: “A pobreza é uma condição superável, você pode começar uma vida pobre e terminar uma vida milionário, mas se você for negro, ou se você for índio, ou se você for pardo, ou se você for mulher, você começa sua vida como tal, e termina como tal, a cor não muda”. Palavras estas, que o professor embasou seus argumentos de que estes seriam um empecilho para a obtenção de emprego e igualdade de oportunidades. Sim, há muitos lugares no Brasil que ainda questões como essas servem de empecilho na obtenção de oportunidades. Mas, ser negro, ser pardo, ou índio, deve ser visto como uma questão de orgulho, imutável, contemplada. Um negro, não tem que ser branco, claro, senhor Roberto Da Matta. Mas, um negro, um índio, um pardo, uma mulher, tem que ter acesso as mesmas oportunidades que um branco ou qualquer outra pessoa possua.
E você, o quê acha sobre isso?
Olá, blogueiros e frequentadores assíduos do Veraneio Vascaína!!!
Como dito anteriormente, estou organizando melhor os meus horários, e pretendo escrever com mais freqüência no blog. Agora, crio um novo quadro. TEMPESTADE CEREBRAL. Este quadro, embora em alguns casos possa não parecer, daqui por diante visa comentar vários assuntos e reportagens polêmicas da semana com textos pequenos e rápidos. Obrigado!
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