domingo, 18 de março de 2012

Crônica de Natal

Por Alexandre Maia


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            Terça-feira, 24 de dezembro de 1999. 06h12min. Chovia muito. E mais uma vez ela retira as cobertas (cobertas?) e levanta-se. Já é tarde, é hora de levantar. Daqui a pouco os guardas, já familiarizados com ela àquela altura da vida, viriam para tirá-la dali. Afinal o dia já amanheceu e é hora de camuflar-se. Retirar-se do campo de visão das “pessoas de bem”. Dar-lhes a ilusão de que vivem em um mundo bom, tranqüilo, onde a paz e a igualdade reinam acima de qualquer mau. Além do mais, o que poderia fazer? Que forças tinha para mudar a situação em que se encontrava? Nascera daquele jeito, sem identidade, sem amparo, sem esperança, sem passado, sem futuro. Duvidava piamente de que podia mudar algo. E em parte estava certa.

            Já havia vivido 16 verões. Sim, ainda era jovem. Estava na flor da idade! Estaria, se tivesse outra vida. Afinal, quando não se tem nada na vida não existem essas bobagens de “juventude” e coisas desse tipo. Há muito se desiludira. Nunca poderia desfrutar daquelas coisas que observava à distância. Coisas como uma família ou um teto sob o qual se abrigar. Sonhos, então, não tinha nenhum. Para quê sonhar? Já era bastante complicado viver...

            Mas como dizíamos, havia vivido 16 verões. E aquele, especialmente, vinha se mostrando bastante ruim. Mal havia começado e já causara seus estragos. Havia chovido naquela primeira semana de verão mais do que ela se lembrava de ter chovido em toda a sua vida. E quando se vive nas ruas, cada relâmpago é um pesadelo, cada trovão, uma agonia sem fim. Sem contar o frio, que fazia doer os ossos e bater o queixo. Não, ela não gostava de finais de ano. Não tinham nada de especial.

            Estava com fome. Era cedo. Aliás, mesmo se não fosse cedo, estaria com fome. É a sina de quem não possui para si nem a capacidade de se sustentar. Dependia da bondade (piedade, talvez soe melhor) alheia e nem sempre se saía bem. Dirigiu-se então à padaria mais próxima: a do Seu Francisco. Seu Francisco, esse sim era um homem bom, pensava ela. Alma generosa, sempre que via a menina corria logo para oferecer-lhe algo. Sempre a convidava para entrar e se sentar. A menina não estava acostumada com tal trato e por isso evitava ir ali sempre que podia. Parecia-lhe injusto que ela tivesse regalias que outros de seus companheiros de rua não tinham. Não que fosse ingrata aos tratos de Seu Francisco, mas ali não parecia seu mundo. Era confortável demais, quentinho demais. Soava estranho, como uma nota fora do tom.

            Mas aquela não era hora para isso. A barriga doía, e nesses casos é necessário deixarmos de lado as convenções. Então ela foi. E comeu. Até se fartar. Raridade, sabia ela. Não “poderia” voltar à padaria nas próximas semanas, senão sua consciência não a deixaria em paz. E consciência tranquila era o mínimo que ela poderia desejar...

            Ao sair da padaria ela perambulou pela cidade, como gostava de fazer. Está aí uma coisa que não poderiam tirar dela nunca: a cidade era sua! Poderia apostar que ninguém naquele lugar conhecia aquelas ruas como ela. Cada esquina, cada praça, cada colégio. Sim, colégios. Ela gostava deles. Lembrava-lhe a vida que nunca poderia ter, mas da qual, paradoxalmente, sentia saudades. Isso era possível? Não sabia. Mas sabia que gostava de ficar ali, sentada em frente a qualquer colégio, observando as crianças – das mais velhas às mais novinhas – entrarem por aqueles portões para viverem mais um dia de aventuras escolares. Ah, como ela daria tudo pra poder passar um dia ali dentro, e descobrir a sensação de aprender! A sensação de participar, de se sentir incluída. Mas sabia que nada disso era possível, então logo saiu dali. Poderia atrair olhares para si se ficasse ali por muito tempo, e isto era desagradável. O anonimato, várias vezes, era uma benção, pensava.

            A tarde era a parte do dia que mais gostava. Principalmente as ensolaradas. Correr atrás das pombas era uma de suas atividades favoritas. Dava uma sensação tão boa de liberdade...

            Havia também, naquela cidade, um lugar que ela considerava especial, como se fosse seu esconderijo, seu lugar secreto. Gostava de ir pra lá quando se sentia sozinha demais ou o contrário, quando estava feliz. E dessa vez se dirigiu para lá, temo que pelo primeiro motivo. Tal lugar era uma praça situada no bairro mais alto. As casas ali não eram nem tão ricas nem tão pobres, possuíam uma beleza simples, singular. De lá de cima era possível avistar toda a cidade, de uma ponta a outra. Pelo fato de ser um bairro simples e sem muitos atrativos não era todas as pessoas da cidade que o conheciam, o que dava um toque particular ao seu esconderijo. A praça em si era pequena, com não mais do que algumas árvores cercadas por alguns brinquedos de escorregar e alguns bancos. O lugar perfeito para sentar-se e deixar a vida passar devagar, sem a habitual correria que emanava da cidade logo embaixo. Naquela época do ano, em especial, as luzes de natal que enfeitavam a cidade, somada à luz dos postes e algumas residências formavam uma bela constelação, como se a cidade fosse um grande lago que refletisse o céu estrelado, algo lindo de se admirar. Sentia dentro de si que, se algum dia na sua vida havia sido feliz, vivera esse dia ali, naquela praça, sozinha, só com o sol por companhia.

            Esse dia, em especial, sentia-se triste. Não que fosse uma menina assim, apesar de que sua condição pudesse justificar tal sentimento. Mas não, na maioria do tempo era uma menina alegre, tranquila, agradecida ao (muito) pouco que possuía. Mas aquele dia não. Aquele dia estava cabisbaixa. Sentia-se deprimida com a crescente onda de esperança que irradiava de todos. Seria de se esperar, afinal, era fim de ano, e todo fim de ano é dotado de uma esperança meio sem sentido que todos compartilham, de que, no ano seguinte, todos serão melhores. Esse ano, porém, tinha algo mais. Como dito, estávamos no ano de 1999, ou seja, era a virada do século! Ou melhor, do milênio! Motivo suficiente para que a onda de esperança que parecia vir de todos os cantos a deixasse triste. Chegava a beirar a raiva.

            Não entendia como isso funcionava. Como todos conseguiam fingir que estava tudo bem? Como podiam ignorar a miséria que eram suas próprias vidas? Como podiam ignorar a desgraça que era a existência de pessoas como ela própria? Não dava, não conseguia engolir! O que diferenciava o primeiro dia de janeiro do último de dezembro? Pensava ela. Nada! Absolutamente nada! Não importava se mudava o ano, o século, o milênio ou o que fosse, no dia seguinte todos continuariam os mesmos! Sempre iguais ao que sempre serão...

            Mas como sabemos, não era noite de ano novo, ainda era natal. Ela então encostou a cabeça em uma árvore e ficou ali, parada. Sem pensar em nada, apenas deixando a noite chegar, levando consigo a raiva que ela nutria. E assim as luzes da cidade começavam a se acender. Uma após outra, bem embaixo dela. Eram as estrelas aparecendo! Ao menos era um espetáculo bonito de se admirar, pensava.

            E se sentiu privilegiada. Por estar ali. Por poder, de alguma forma, participar daquilo. Mesmo que fosse do lado de fora. Como estaria o mundo dali a uns dez, doze, quinze anos? Pensou. Talvez seja um lugar melhor para se viver. Talvez haja uma casa para cada criança, uma família para cada um... Como será que ela estaria? Crescida, certamente, mas e aí? E o Seu Francisco? Ele já era velhinho, será que continuaria saudável? Desejava que sim. E seus companheiros de rua, sobreviveriam? Melhorariam de vida, continuariam na mesma? Eram perguntas sem respostas, sabia ela, que só o tempo poderia esclarecer...

            Foi então que um sentimento diferente invadiu seu coração. E então ela começou a sentir pena das pessoas com as quais se irara momentos atrás. Afinal, elas pareciam levar uma vida tão vazia, tão desprovida de sentido. Podiam estar reunidas em torno de uma (várias) mesa, dividindo a mesma comida, mas, muitas vezes, sentiam-se só. Eram pessoas ocas...

            Pouco a pouco, então, ela foi se entregando a esse sentimento de piedade que agora a consumia, e ia, mesmo contra a sua vontade, unindo-se àquela atmosfera de esperança que tanto repudiava. Afinal, era fim de ano, fim de milênio, quem sabe o ano que estava nascendo não seria melhor? Quem sabe ela não acharia uma família? Quem sabe... Quem sabe...

            Dali a alguns minutos Jesus nasceria novamente, e, junto com ele, talvez viesse um mundo melhor.

            Foi assim que ela recostou-se, ali mesmo, naquela praça. Nessa noite a chuva dera uma trégua e a menina pôde desfrutar de uma noite tranquila, quase feliz, embaixo daquela árvore. Acordaria logo cedo na manhã seguinte, como estava habituada e, quem sabe, o mundo não estaria melhor? Quem sabe ela não acordaria em um quarto quentinho, com vários cobertores, cheio de móveis e brinquedos?

            E assim ela dormiu. E sonhou com o mundo que nunca teria a oportunidade de conhecer. Mas que provara um dia, sob a copa de uma árvore, acima de uma linda cidade iluminada.

sábado, 17 de março de 2012

Vergonha

               É... pelo visto a situação continua a mesma. Além da falta de segurança e de respeito para com as pessoas que utilizam o transporte público metropolitano agora mais essa. Motorista do lotação 3832, para o veículo na rua mais movimentada da cidade para tomar café. Isso é uma V-E-R-G-O-N-H-A.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Transporte coletivo: você pode mudar esta realidade

http://expressominas.blogspot.com/2010/01/turilesa-nova-lima-x-belo-horinte-3832_4303.html


                Há vários anos o crescimento da capital mineira, Belo Horizonte, vem sendo acompanhado, a passos largos, com o crescimento em conjunto das cidades mineiras integradas à região metropolitana da cidade. Cidades em torno da capital representam importante papel no crescimento de Belo Horizonte, pois disponibilizam mão de obra de qualidade e prestação de serviços a BH. Várias dessas cidades, como Nova Lima, por exemplo, vêm se tornando, cada vez mais, cidades consideradas “dormitórias”, pois além de disponibilizarem vários trabalhadores naturais da cidade para a capital, essas cidades vêm se tornando um grande atrativo a pessoas que procuram qualidade de vida e mais calma próximo ao seu trabalho, mesmo que, para isso, tenham que morar em outra cidade. Por ainda ser considerada cidade com boa qualidade de vida, Nova Lima, vem abrigando funcionários e moradores de BH em grande quantidade, que todos os dias, vão a capital prestar serviços e, ao final do dia, voltam para suas casas, o que tem culminado cada vez mais com o inchaço urbano da cidade, e principalmente dos transportes coletivos.


                Dentre a boa comunicação e auxílio aparentemente existente entre as prefeituras da região metropolitana, porém, há grandes ressalvas. Uma delas vem se tornando um problema crônico; em relação ao descaso por parte das prefeituras em não tratar o cidadão de maneira digna e respeitável, quando o assunto é transporte coletivo. Infelizmente, a capital mineira, sem dúvida alguma, parece ter parado no tempo em relação às políticas de infraestruturas. O crescente aumento no número de passageiros, não vem sendo acompanhando por investimentos devidos para a ampliação do setor. 


                Por alguns meses, acreditei que o Brasil ganhando o direito de sediar a Copa do Mundo de 2014, fosse realmente melhorar e aumentar os investimentos no setor logístico, principalmente nas regiões que serão sede dos jogos. Por isso, já que BH por ser uma das sedes e, por sinal, uma das mais importantes, devido a sua contribuição a economia brasileira, acreditei que uma das maiores exigências da FIFA, organizadora do evento, seria atendida; melhoria na hospitalidade e facilidade de deslocamento entre as sedes e cidades do mundial. Mas, essa medida, claramente, ainda está longe de sair do papel.


                Agora, partindo-se de um caso particular para servir de análise e para comprovação da calamidade nos transportes públicos coletivos entre as cidades da região metropolitana de BH, utilizaremos de exemplo, o caso do transporte da linha 3832, Nova Lima-Belo Horizonte. 
http://expressominas.blogspot.com/2010/01/turilesa-nova-lima-x-belo-horinte-3832_4303.html


                O ônibus em todas as suas viagens durante o dia, não somente apresenta falta de comodidade adequada a seus usuários diários, mas também, apresenta total falta de segurança e respeito a quem, por falta de recursos e opções, é obrigado a utilizá-lo para chegar ao trabalho ou a escola todos os dias.
Lotação 25243, Nova Lima-Belo Horizonte, às 6h40min


                Os limites de passageiros são constantemente desrespeitados. Há casos em que a quantidade de passageiros em pé chega a 42 pessoas. Tomando esses dados como base, ao analisar o transporte coletivo, sempre me vem a mesma pergunta a cabeça. Por que carros particulares, com 4 ou 5 passageiros, são obrigados , por lei, a utilizar cinto de segurança enquanto ônibus que conseguem concessão com a PREFEITURA, não disponibilizam a seus usuários, nem mesmo aos que estão assentados, nenhum tipo de segurança, e, mesmo assim, não têm que pagar multas nem dar explicações ao povo? Por que as empresas de ônibus podem se julgar acima da lei, acima da regra que todos nós, cidadãos, devemos respeitar?


                Como se já não bastassem trabalhadores e estudantes lidarem com veículos lotados e sem o mínimo de segurança todos os dias, o preço das passagens dos transportes coletivos é um absurdo. Uma pessoa que utiliza o serviço de transporte, diariamente, gasta aproximadamente R$150,00 por mês só de passagens, preço que, em hipótese alguma, condiz com a qualidade e segurança oferecida pelo serviço.
Lotação 25244, Nova Lima-Belo Horizonte, 12h40min

                Vereadores da cidade de Nova Lima, com reportagem coberta pelo jornal A Banqueta, recentemente utilizaram algumas dos lotações que fazem transporte coletivo metropolitano para poderem sentir aquilo que várias pessoas sentem todos os dias ao entrar nesses lotações: humilhação e insegurança. Mas, aparentemente, essa ação de caráter completamente populista, pouco surtiu efeito.  Até hoje, nenhuma medida foi tomada. A segurança é cada vez pior, e um acidente, embora ainda não tenha sido registrado, parece ser mera questão de tempo e um mal previsto.

                Apesar de toda essa falta de interesse dos políticos, principalmente os de Nova Lima em solucionar esse problema, que é obrigação deles, pois são pagos por nós para resolver problemas como esse, não me preocupo, resta uma esperança; aguardo ansiosamente a minha vez de tê-los em minhas mãos e nas mãos do povo.


                 Diante dessa realidade, espero futuramente encontrar alguns desses mesmos vereadores e candidatos a prefeito de Nova Lima que tanto pediram o meu voto de confiança e de toda a população há quatro anos atrás para nos representar dentro da câmara municipal da cidade. Espero com muita ansiedade e creio que todas as pessoas, que não só utilizam, por falta de opção, o degradado transporte público da cidade, mas que também, utilizam outros serviços públicos mesquinhos oferecidos pela prefeitura, lembrem-se de cada um desses incompetentes e usurpadores do dinheiro público, na hora de utilizar a nossa maior arma em Outubro de 2012: O VOTO. 


                Ano de eleições. Somente quando votarmos corretamente e, lutarmos dignamente por aquilo que é nosso por direito, é que a situação estará ao lado de onde nunca deveria ter se desviado: ao lado do povo, e para o povo. Os transportes públicos da região metropolitana são uma calamidade e, isso, tem que mudar já. Esse sistema capitalista que poupa dinheiro e não se interessa pela segurança do povo é uma vergonha.

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

É isso aí...

Obrigado pelos mais de 1000 acessos!!! Até fevereiro, pessoal!!!


A saúde no Brasil

               O sistema de saúde público brasileiro tem enfrentado, ao longo dos anos, diversos problemas causados devido à falta de infraestrutura em seus hospitais, e problemas relacionados à má capacitação profissional de muitos de seus médicos e profissionais. Com isso, são recorrentes as denúncias envolvendo negligências nos atendimentos e, as prioridades de atendimentos direcionadas às emergências, surtiram poucos efeitos nos resultados dos pacientes que são obrigados a conviver, dia após dia, com as enormes filas nos hospitais.


                Talvez os sonhos de muitos brasileiros, atualmente, não se assemelham aos mesmos sonhos e desejos de grande parte da população de antigamente. Hoje, há uma nova necessidade a ser sanada por muitos que não mais confiam nos serviços públicos e, por isso, ter condições financeiras para pagar um bom plano de saúde à sua família se tornou mais uma grande preocupação. Tornam-se cada vez mais frequentes notícias veiculadas nos jornais ou na TV, de pacientes que morreram na fila à espera de atendimento médico, que por falta de recursos, tiveram suas chances de sobreviver ainda mais reduzidas.
               

                 Um importante fator preponderante para o agravamento da crise no sistema de saúde público, no Brasil, é a falta de investimentos tanto dos órgãos públicos, responsáveis por administrar os recursos do município, quanto da iniciativa privada, que em grande parte não se preocupa com o bem-estar da população.


                Porém, a opinião de que o sistema de saúde público não tem condições básicas para atender seus pacientes não é uma opinião compartilhada por todos. O Brasil é o único país do mundo, com mais de 100 milhões de habitantes, que possui um sistema universal de saúde, o SUS, e que, querendo ou não, o funcionamento desse programa beneficia muitas famílias que não têm condições nem mesmo para pagar uma simples consulta. Além disso, pesquisas revelam que os índices de satisfação das pessoas que utilizam os serviços de saúde pública conceituam o atendimento com maior satisfação em relação aos que nunca o utilizarão; o que indica que nem todo o sistema é uma mazela. 


                Contudo, diante do cenário polêmico e da precariedade realmente constatada em vários hospitais do país é possível inferir que devemos buscar novas soluções visando à melhoria do setor; e, por isso, neste mês, o Congresso brasileiro tomou um passo importantíssimo a esse respeito.  Parlamentares e Congressistas votaram um valor mínimo que cidades, estados, e a União, deverão investir na saúde pública nas próximas décadas e, além disso, definiram quais são os serviços públicos vinculados realmente à saúde, pois, até hoje, alguns pontos não eram claros; como, por exemplo, se investir em alimentação nas escolas públicas fazia parte ou não, do orçamento destinado ao setor.

                Mesmo com a fala dos velhos pessimistas, e mesmo com a realidade política vivenciada no Brasil, repleta de escândalos políticos; há algum tempo, passei a enxergar a real importância do SUS na vida e na realidade de muitos brasileiros e, a partir dessas medidas adotadas pelo governo, como a aprovação da emenda 29, acredito: O Brasil está trilhando o caminho certo.
                
Alexandre Padilha, Ministro da Saúde http://politika.jangadeiroonline.com.br/uploads/2011/04/Alexandre-Padilha.jpghttp


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Política da ociosidade

Falar sobre política no país tem se tornado algo cada vez mais difícil. Muitos eleitores, diante de tantos escândalos de corrupções, perderam o interesse e o gosto por exercer o seu papel de cidadão, e, desacreditados, acabaram deixando o país completamente nas mãos de políticos corruptos, que pouco se preocupam com os problemas do povo.


O governo brasileiro realmente tem sua parcela de culpa, que, diga-se de passagem, não é pouca. A péssima qualidade do sistema público educacional e a deficiente infraestrutura da saúde no país são alguns dos reflexos mais evidentes da falta de investimentos corretos. Mas, quem diz que o principal culpado por essa situação é o Estado, está completamente enganado. Hipócrita é o brasileiro que não cumpre a sua parte, que fica omisso diante dessa realidade, que não vai às ruas lutar e protestar por aquilo que é seu, garantido na constituição, como, por exemplo, saúde e educação de qualidade.

Habituados a imitar padrões e costumes estrangeiros, nossa sociedade não importou o que muitos países europeus e recentemente árabes têm em comum e de maior importância: ambição e desejo de lutar por aquilo que acreditam, sem questionar se pode ser possível ou não. Muitos brasileiros, hoje, indignam-se, são contrários e não aguentam mais presenciar os escândalos envolvendo políticos, mas, infelizmente, esperam que a justiça caia do céu, ou que algum revolucionário ou super-heroi tenha condições plenas para resolver essa situação.


Mudar o cenário político do Brasil realmente não é uma tarefa rápida e fácil. No entanto, é necessário literalmente começar cortando o mal pela raiz, ensinando adolescentes e crianças, desde cedo, a real importância de exercer corretamente seu papel de cidadão. Para isso, investir na educação e acompanhar os jovens desde os primeiros passos dentro da escola torna-se indispensável.


É preciso que a população perceba que, em pleno século XXI, a principal causa para que o nosso país possua mais de 14 milhões de analfabetos e escolas de péssima qualidade, é que, essa situação, constitui um dos principais interesses dos políticos. Muitos Parlamentares pouco se preocupam em formar estudantes com forte censo crítico, capazes de manusear a sua principal ferramenta no combate aos crimes, através da utilização do seu voto de maneira consciente. Somente quando todos nós acreditarmos que para haver mudanças são necessárias atitudes, é que poderemos sonhar com um país feito pelo povo, e para o povo brasileiro. 



 Paulo Maluf: Deputado Federal de São Paulo e foragido da Interpol http://www.manoelafonso.com.br/?conteudo=capa&data=20100320.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Seria cômico, se não fosse trágico!!








 NUNCA SE MENTE TANTO
QUANTO ANTES DE UMA ELEIÇÃO,
DURANTE UMA GUERRA E DEPOIS DE UMA PESCARIA."

 

 E não esqueça:

"O Congresso Nacional é um local que:
se gradear vira zoológico,
se murar vira presídio,
se colocar uma lona em cima vira circo,
se colocar lanternas vermelhas vira prostíbulo
e se der descarga não sobra ninguém."

Educação e desenvolvimento

Mercado de trabalho qualificado, falta de experiência, se manter bem atualizado e ter um bom histórico escolar. Essas são algumas das principais barreiras a serem enfrentadas pelo jovem na busca do seu primeiro emprego.

Vivemos em um país emergente e com um futuro promissor no quesito oferta de empregos. Porém, haver vagas nem sempre significa estar com emprego garantido ao concluir o ensino superior. Apesar de o número de profissionais formados no país crescer a cada ano, na maioria das vezes, essa quantidade de formandos deixa a desejar em detrimento da falta de qualidade e capacitação profissional adquirida por esses universitários durante a faculdade.

Os maiores obstáculos enfrentados por esses estudantes nas faculdades, são em sua grande maioria, falta de investimentos e incentivos por parte do governo na melhoria da infra-estrutura, poucos investimentos em campos de pesquisas e má qualidade de ensino. Além disso, a falta de dedicação e força de vontade por parte de muitos alunos em relação ao estudo ajuda a agravar ainda mais a situação.

Um dos principais problemas do universitário brasileiro, principalmente se tratando dos jovens, é não conseguir conciliar o seu tempo de maneira eficaz e eficiente. Somente quando os estudantes se conscientizarem de que serão os futuros profissionais responsáveis pela construção de um país melhor para os nossos filhos e netos, é que poderemos dizer que o Brasil estará trilhando o caminho certo. Atuando corretamente na formação de futuros advogados, médicos e professores, capazes de exercer sua profissão corretamente. 
http://nickmartins.com.br/atualidades/?tag=curso-area-educacao-gratis