sábado, 6 de junho de 2015

Primeira visita ao Congresso: INCRÍVEL!!


04/03/2015




   Acho que algumas pessoas que me conhecem sabem que estou falando sério quando digo que "visitar o Congresso Nacional, para mim, deve ser uma sensação meio parecida a de um Cruzeirense ou Atleticano quando visita o C.T ou o estádio do seu clube pela primeira vez" (kk).

   Em meio a tanta polêmica na mídia e nas redes sociais, principalmente, envolvendo o "mundo político", tive o privilégio de visitar a nossa Capital e acompanhar um debate na Câmara dos Deputados e notar um cenário bem parecido ao que eu, há alguns anos, já imaginava, daqui de Nova Lima: Parlamentares que não se omitem discutindo assuntos sérios, devidamente representando o povo brasileiro; cada qual proveniente d´um cantinho do nosso querido "Brasa".

    Após a minha primeira visita ao Congresso, mais do que nunca acredito que a palavra "político" nada tem a ver com o vocábulo "corrupção". 

   Sim, "político", para mim, nunca foi e nunca será sinônimo de "Corrupção", e, intencionalmente, não faço nenhuma questão de ser mais específico e dizer que "corrupção" não seja sinônimo apenas daqueles que são considerados "bons políticos". Isso porque, para que eu considere qualquer homem ou qualquer mulher um(a) verdadeiro(a) "POLÍTICO (a)", NECESSARIAMENTE utilizo como PRÉ-REQUISITOS sua SERIEDADE, seu RESPEITO E sua RESPONSABILIDADE para com tão VALOROSO e IMPORTANTE cargo público, quando exercido, claro, de maneira correta.

   Diante dos meus pré-requisitos ao classificar aqueles que considero, ou não, verdeiros "Parlamentares", no entanto, por outro lado reconheço que não posso fechar os meus olhos para a história do nosso país e para o que ainda há em minha volta e acreditar que, dentre 81 Senadores e 432 Deputados Federais, 513 Parlamentares realmente me representam. Não, claro que não acredito nisso.

   Por outro lado acredito que, assim como eu, todos vocês já estão suficientemente abastecidos, principalmente pelos grandes veículos da Mídia, de notícias desanimadores que vêm de Brasília. Portanto, apesar de NÃO FECHAR OS OLHOS para o que há de errado em minha volta, meu objetivo aqui é falar sobre um "outro lado" que aparentemente "dá menos ibope", ou que (não sei porque) simplesmente não é levado ao conhecimento da maioria do povo brasileiro, seja lá por qual motivo...

   Por isso, apesar de saber que hoje ainda sou representado por uma minoria (um número muito longe daqueles supostos 513 Parlamentares), digo a vocês que considero-me pelo menos QUALITATIVAMENTE representado pelos poucos que me representam, seja na Câmara dos Deputados ou no Senado, a quem tenho orgulho de verdadeiramente reconhecê-los como "Políticos". Uma satisfação e um otimismo pelo que presenciei, MAS QUE EM HIPÓTESE ALGUMA se traduz em possibilidade de me acomodar, diante da NECESSIDADE DE CONTINUARMOS ACREDITANDO E LUTANDO POR UM PARLAMENTO que verdadeiramente represente a DIVERSIDADE do Eleitorado brasileiro, a que um dia eu possa, de fato, dizer que se tornou "a cara do Brasil".

   Enfim, saio feliz desse lugar chamado Brasília, especialmente desse tal "Congresso Nacional" (kk) . Quando decidi escrever alguma coisa sobre essa viagem, pensei em demonstrar o meu otimismo quase sempre habitual com relação à política que exponho a alguns amigos. Como disse acima, quis preferencialmente abordar "o outro lado", que quase nunca vejo na "frente da minha telinha", diante do único e exclusivo enquadramento negativo que parte da mídia tem dado ao tema, e, infelizmente, influenciado uma multidão de brasileiros à descrença na Política. Quis abordar um lado mais bacana, pouco divulgado. Mas, a você que chegou até aqui, desculpe-me, pois devo admitir uma coisa:

   Mesmo diante de outros problemas que vi (e não vou me esquecer!), visitar a Câmara dos Deputados e não encontrar (nem nos corredores!) nenhum Feliciano ou nenhum Bolsonaro foi BÃO D-E-M-A-I-S!! (kkk).






segunda-feira, 9 de março de 2015

Cidades que priorizam as pessoas: 3 iniciativas urbanas inspiradoras



                              MANIFESTO PELA MOBILIDADE URBANA: PARTE SEIS
http://cidadesparapessoas.com/
(Parte seis gentilmente cedida por cidadeparapessoas.com).


1- Curitiba - 2 Londres - 3 Copenhague

1- Por que Curitiba deu certo?

 “Você não pode deixar de visitar curitiba”. A recomendação foi feita pelo urbanista dinamarquês Jan Gehl, ao saber que o projeto Cidades para Pessoas ia percorrer centros urbanos pelo mundo buscando boas ideias de planejamento. “Curitiba é o melhor exemplo brasileiro”, disse Gehl. Não demorei a confirmar sua opinião.

   Andar pelo centro de Curitiba é percorrer caminhos entre praças. Elas são numerosas e sempre possuem o que os urbanistas chamam de “locais de permanência” – aquilo que conhecemos como bancos. Mesmo que eu não tenha saído de casa em busca de praças, elas apareciam pelo caminho, assim como surgiu o Passeio Público – o parque mais antigo da cidade, com entrada livre – e a Rua das Flores – a primeira via de pedestres do Brasil. São espaços integrados à cidade, dentro de um circuito que eu percorria, intuitivamente, à pé.

   Trânsito? Há, como na maioria das grandes cidade. Mas os eixos do transporte público da foram pensados justamente para desafogar o excesso de carros em longos deslocamentos. Os ônibus de curitiba transitam por linhas de vias expressas exclusivas e possuem estações tubulares de embarque. O sistema está sobrecarregado, é verdade, mas não precisa competir com os carros para transitar, uma vantagem e tanto.


2- Londres

   Mais opções de Mobilidade

 “A boa cidade, do ponto de vista da mobilidade, é a que possui mais opções”, explica o planejador urbano Jeff Risom, do escritório dinamarquês gehl Architects. E Londres está entre os melhores exemplos práticos dessa ideia aplicada às grandes metrópoles.

   A capital inglesa adotou o pedágio urbano em 2003, diminuindo o número de automóveis em circulação e gerando uma receita anual que passou a ser reaplicada em melhorias no seu já consolidado sistema de transporte público.

   Com menos carros e com a redução da velocidade máxima permitida, as ruas tornaram-se mais seguras para que fossem adotadas políticas que priorizassem a bicicleta como meio de transporte. Em 2010, Londres importou o modelo criado em 2005 em Lyon, na França, de bikes públicas de aluguel. Em paralelo, começou a construir uma rede de ciclovias e determinou que as faixas de ônibus fossem compartilhadas com ciclistas, com um programa de educação massiva dos motoristas de coletivos. Percorrer as ruas usando o meio de transporte mais conveniente – e não sempre o mesmo – ajuda a resolver o problema do trânsito e ainda contribui com a saúde e a qualidade de vida das pessoas.


3- Copenhague

    Do Esgoto à Piscina

  Basta atravessar as portas de vidro do aeroporto para entender a fama de cidade mais ciclável do mundo: um mar de bicicletas coloridas estacionadas dá as boas-vindas na capital dinamarquesa. Uma das primeiras cidades modernas a nortear seu desenvolvimento econômico com foco nas pessoas, Copenhague transformou avenidas em vias de pedestres já na década de 1950, quando a maioria dos governos construía viadutos para os carros.

    Em 1996, a prefeitura colocou em prática um plano para purificar as águas do canal Havnebadet, que circunda a cidade. Na época, ele estava poluído e isolado das pessoas por uma malha industrial. Essas fábricas foram removidas para uma região mais afastada, e os sistemas de esgoto passaram por ampla modernização: ganharam estações de tratamento e foram construídos reservatórios para que, em dias de chuva, o esgoto não se misturasse à água do canal.

    Com a saída das indústrias, o rio voltou a ficar visível e as margens se transformaram em áreas de lazer e recreação, ganhando mobiliário urbano como pistas de skate, quadras poliesportivas, ciclovias e campos gramados. o projeto de limpeza da água foi tão efetivo que, em 2005, foi inaugurada a primeira piscina pública de Copenhague, no meio de um canal. E a capital da Dinamarca passou a trilhar um caminho para adquirir uma nova fama: a de melhor grande cidade do mundo para quem gosta de nadar.

"Querem que eu não ande mais de carro, é isso mesmo?";


  "Não, não é isso, motorista, claro que não!"



   MANIFESTO PELA MOBILIDADE URBANA: PARTE CINCO



  Pratica um desserviço quem tenta criar uma polaridade entre carros particulares versus qualquer outra forma complementar de locomoção: versus o transporte público coletivo; versus o metrô; ou versus a bike, por exemplo. Não devemos compactuar com esse jogo de soma zero daqueles que não acreditam em uma mobilidade urbana democrática para todas e para todos, e que seja realmente eficiente, colimando várias modalidades e possibilidades de transporte.

  Para tanto, necessário é redefinirmos as nossas prioridades para uma concepção de mobilidade razoável e realmente condizente com o século XXI.

  Motorista, faço-lhe as seguintes perguntas: 01- será que você não deixaria o seu carro na garagem alguns dias da semana se realmente tivesse um transporte coletivo digno e de qualidade que o levasse com segurança para o trabalho? 
02- E se lhe fossem oferecidas segurança e possibilidade de se locomover por meio de outras modalidades, seria mesmo tão difícil você chegar ao seu trabalho ou à escola, pelo menos alguns dias da semana, ou caminhando, ou pedalando, economizando grana, e ainda aproveitando para deixar a saúde em dia?

  Não se esqueça: uma cidade realmente construída e voltada para as pessoas no mínimo deve oferecer aos seus cidadãos a oportunidade de escolher o seu meio de transporte, além de lhes oferecer informações suficientes para conscientizá-los sobre a insustentabilidade/impossibilidade de mantermos uma boa qualidade de vida, caso somente veículos particulares sejam a prioridade em uma cidade já saturada de automóveis, como Belo Horizonte.

  E então, será que hoje você realmente pode escolher de que forma quer se locomover em sua cidade? Será que hoje em dia você vai para o trabalho com o seu veículo particular, todos os dias, realmente porque você quer, ou porque o carro (que hoje representa cada vez mais gastos e transtornos causados pelo excesso de veículos nas ruas) hoje mais lhe representa uma verdadeira tentativa de "fuga" (que por sinal não tem dado certo) da ineficiência do transporte público-coletivo do que um verdadeiro conforto?

  Cidadã, cidadão: se você não está satisfeito diante dessa situação, aí vão alguns conselhos:

  Independentemente de onde você tenha conseguido criar e, por conseguinte, manter a sua capacidade de se indignar diante da nossa atual Imobilidade Urbana, se você realmente ainda acredita que pode lutar e que ainda pode exercer o seu direito de decidir o seu próprio futuro, e agora, mais do que nunca, deseja exercê-lo, pois FAÇA A SUA ESCOLHA: 

01- Ou você começa a lutar agora por uma mobilidade urbana mais humana, mais eficiente e democrática, começando a mudança hoje, por você mesmo (fiscalizando os projetos que norteiam o crescimento da sua cidade; lutando pela implantação de transporte coletivo digno;  ousando outras modalidades também eficientes de transporte), 02- ou você pode continuar se omitindo, demonstrando-se pelo menos aparentemente satisfeito pela situação que você contribui dia a dia, sem tomar nenhuma atitude para cortar a sua rédea.



"Andar de bicicleta não é a solução para a mobilidade urbana?"


"Concordo com você!"


 MANIFESTO PELA MOBILIDADE URBANA: PARTE QUATRO


   Mas também não duvido daqueles que apostam que a bike seja uma das possibilidades para uma mobilidade urbana mais humana e mais democrática.

  VARIAÇÃO DE MODALIDADES DE TRANSPORTE: acho que esse é o segredo!

  Acredito que o problema não seja necessariamente causado porque eu e você andamos de carro, ou de moto, ou de ônibus, ou de bike, etc...

    Mas acredito, e muuuiito (!), que a mobilidade urbana se torna um problema quando nos é oferecida Apenas Uma Única Possibilidade Para Nos Locomovermos: seja ela somente de carro, somente de moto, somente de ônibus, somente de bike, etc.

   Todo o mundo pode, sim, andar de carro: claro!  Assim como você também pode! Mas, CIDADÃO: não se esqueça que a Maria, a Isabela, o Lucas, o Renato, assim como os familiares de todos vocês (...) também devem ter garantido o direito de poderem se locomoverem em uma cidade de outras modalidades de transporte que NÃO SEJAM SOMENTE através do carro: seja ela de bike, de ônibus, de trem, caminhando (...). 

   Cidadão, se você quiser, você pode andar de carro todos os dias da semana. Contudo, faço-lhe as seguintes perguntas: "Você já pesou na balança o saldo do custo-benefício que você tem se você decide que vai se locomover em uma cidade saturada de veículos como BH somente através do carro?!" 

   Será que realmente vale a pena continuar gastando tanta grana com gasolina, manutenção e estacionamento simplesmente para tentar fugir da ineficiência do transporte coletivo, ao invés de lutar por um transporte público e com dignidade? Será mesmo que vale a pena continuar jogando fora a nossa sua saúde e tanto tempo da nossa vida no lixo em engarrafamentos, enquanto poderíamos chegar em casa mais cedo e termos mais tempo para ficarmos perto de quem a gente mais gosta? Será que um suposto crescimento do PIB com a venda de veículos particulares é mais importante do que finalmente colocarmos a nossa QUALIDADE DE VIDA EM PRIMEIRO PLANO, e finalmente buscarmos soluções realmente possíveis para a mobilidade urbana??!

Adihttp://ateondedeuprairdebicicleta.com.br/wp-content/uploads/2012/06/ate-onde-deu-pra-ir-de-bicicleta-transito.jpgcionar legenda


#questione / #+saúde /#metrôjá / #+qualidadedevida / #Voudebike / #Lutopelotransportecoletivo / #democraciaurbana / #cidadeparapessoas / #RegiãoMetropolitanaParaPessoas

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

"Deixa disso camarada: me dá uma carona?!"


                                            
MANIFESTO PELA MOBILIDADE URBANA: PARTE TRÊS.




  Você que vai ao trabalho de carro todos os dias, percorre o mesmo caminho, vê as mesmas pessoas paradas em frente ao ponto de ônibus e conhece vizinhos que, também de carro, vão a lugares muito próximos ao que você vai todos os dias: já pensou em quanta diferença você poderia fazer ao dar PELO MENOS UMA CARONA?!!


    A maioria dos carros, além do lugar do motorista, podem ser ocupados por até QUATRO PASSAGEIROS! Isso significa que, ao invés de mais quatro carros nas ruas, principalmente utilizados por quatro pessoas que queiram fugir da ineficiência do transporte público, QUATRO CARONAS COMBINADAS REPRESENTARIAM PELO MENOS QUATRO CARROS A MENOS NUM ENGARRAFAMENTO!!!


   Isso não significaria apenas menos estresse de todos nós ao não ficarmos tantas horas parados em uma cidade saturada de veículos como está BH, MAS TAMBÉM ECONOMIA AOS BOLSOS DE TODOS VOCÊS, MOTORISTAS, que poderiam dividir os custos da gasolina, do estacionamento e manutenção do carro (...), além de ajudarem os seus conterrâneos, claro, que, assim como vocês, poderiam chegar mais cedo à escola, ou ao trabalho, ou em casa, se a cidade não estivesse completamente engarrafada!!


   Motorista, não custa nada tentar! Além da melhoria na sua qualidade de vida, pegar os seus gastos mensais com o seu carro e dividi-los até PARA CINCO PESSOAS (incluindo você) não seria uma má ideia; SERIA?


  Com a carona, na pior das hipóteses você só ganhará benefícios! Arrisque a mudança:  Pratique essa ideia;


    E aí, QUE TAL COMBINAR UMA CARONA PARA AMANHÃ MESMO???!!! QUE TAL UM POUCO MAIS DE QUALIDADE DE VIDA? QUE TAL UM POUCO MENOS DE GASTOS AO DIVIDIR AS DESPESAS? 


#+Carona-Engarrafamento/#+Carona+Cedotôemcasa/ #+Carona+MobilidadeUrbana/#+Carona-Gastos/#+Carona+Amigos/ #CidadeParaPessoas







sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Você já ouviu falar que "A indústria automobilística é o carro chefe da Economia"?



                                 MANIFESTO PELA MOBILIDADE URBANA: PARTE DOIS



   Há décadas governos têm dado prioridade a facilitações às montadoras (como a Isenção de impostos, como o IPI), em detrimento de políticas públicas que priorizem investir e conscientizar a população sobre a importância do transporte coletivo e de que há outras possibilidades também eficientes além do carro.


   É principalmente em troca de um suposto crescimento na Economia que as nossas vozes têm sido simplesmente substituídas por indicadores econômicos sem que seja considerado de fato que crescimento não seja necessariamente sinônimo de desenvolvimento. 


   -Mas será mesmo que a indústria automobilística é o nosso "carro chefe da Economia?" - E, caso realmente seja, não será importante nos questionarmos se o que ela tem trazido em uma mão como benefício não nos tem retirado em dobro com a outra, em função de uma política pública de transportes QUE ESTÁ SOMENTE VOLTADA PARA A EXPANSÃO DO CONSUMO??!! - Será que realmente vale a pena tanta redução de impostos a um setor que, além de saturar as nossas cidades desordenadamente, frequentemente coloca sob risco o emprego de milhares de trabalhadores "caso o governo não libere mais isenções fiscais em função de uma eventual linha de automóvel não ter vendido tantos milhares de carros como era o esperado?".


  Precisamos de uma MUDANÇA ESTRUTURAL. Ou refletimos sobre as mazelas da mobilidade urbana desde as suas raízes (é difícil, mas não impossível!), ou nos acomodamos e aceitamos que a nossa qualidade de vida continue sendo considerada apenas em segundo plano!


   Mudar é preciso: para isso,  importante é que NUNCA nos esqueçamos de que o fato de a indústria automobilística ser considerada o nosso "Carro chefe da Economia" não pode ser argumento por si só suficiente para continuarmos incentivando o consumo de automóveis particulares, em detrimento da nossa saúde. O carro chefe do Brasil, NÃO SE ESQUEÇA(!), já foi a cana, o boi, o café, o ouro... NÃO É PORQUE HOJE SUPOSTAMENTE É O CARRO, QUE NÃO PODEMOS MUDAR ESTA HISTÓRIA!


   #SAÚDEem1ºLUGAR!

   #VouDeÔnibus / #+Metrô / #+Bike+Saúde / #-Carro-Estresse /  #+Carona-Tempoperdido / #Qualidade De Vida é Prioridade / #+Transporte Coletivo-Engarrafamento.



Cena infelizmente frequente na região Metropolitana. "imobilidade urbana". 
Belvedere, BH.  





quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Democracia urbana e uma cidade para pessoas: só depende de você.



MANIFESTO PELA MOBILIDADE URBANA: PARTE UM.

Imagem: http://agenciapulsar.org/



   É fato de que não devemos simplesmente pegar experiências que deram certo à mobilidade urbana de outros países e acreditarmos que, sem devida adequação e contextualização aos nossos costumes, darão certo também à nossa realidade!

   No entanto, simplesmente fecharmos os olhos para o que há de positivo em qualquer outro lugar do mundo e acreditarmos que porque "aqui não é a Suíça ou a Inglaterra", que não temos a capacidade de construirmos uma mobilidade urbana ainda melhor e diferente da calamidade a qual hoje estamos sendo sufocados.

  Naturalmente muitos de nós temos bastante resistência a mudanças: isso é fato! No entanto, quando em excesso, a resistência à mudança pode também nos causar um medo que só tende a aumentar a nossa omissão e conivência com o aquilo que não concordamos (Ou você está satisfeito e acha que é normal perder tantas horas da sua vida ficando parado num engarrafamento?!).

  Pessoal, é possível que haja um consenso entre os leitores deste manifesto, e sejam todos - ou a grande maioria - moradores de uma cidade com o desejo de melhorá-la. As divergências começam quando tentamos estabelecer como será essa melhoria. Transporte público de qualidade, àreas verdes, calçadas e ciclovias estão entre as demandas mais comuns, mas o fato é que estabelecer parâmetros e critérios do que seja uma cidade para pessoas não é uma ciência fácil.¹

   Por isso, CIDADÃO, se até agora você não colocou, incentivo que coloque a partir de agora a sua qualidade de vida e de sua família em primeiro lugar. Acredite: a mudança só depende de você. 2014 foi mais um ano de eleições, que acabaram, sim, mas a participação do povo, inclusive a sua, ainda continua. Não se esqueça de cobrar reformas dos candidatos que você contribuiu para eleger, pois se não é perigoso que eles também se esqueçam de você.

    Você se lembra das propostas dos seus candidatos? Algum priorizou a mobilidade urbana?

   Pois bem, agora, em 2015, além de cidadão, mais do que nunca você pode se tornar um fiscalizador, cobrando que os seus representantes de fato trabalhem e priorizem o que é importante para você e para a sociedade. É preciso pensarmos também no outro, pensarmos que "ele também existe" (por incrível que pareça, muitos de nós "esquecemos" às vezes), para de fato trabalharmos buscando respostas para a melhoria da nossa qualidade vida de maneira condizente com aquilo que fazemos parte, ou seja, de uma sociedade, não apenas a partir dos nossos interesses individuais.

  Um povo urge por mudanças, #+respeito, # +saúde e  #+qualidade de vida. Se você  também faz parte dessa gente,  comece agora a mudança por você mesmo.


 #dêcarona #vádebike #vádeônibus #lutepelotransportepúblico #lutepelometrô #+saúde #Proteste #Levantaaí #Nãoficaaíparado
  



Imagem: http://ambientalistasemrede.org/

[1] Parágrafo retirado de um dos textos do Projeto "Cidades Para Pessoas".

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Surto de especialização




Tempestade Cerebral de dezembro


   “Segundo o especialista...”, “Faça isso, pois é palavra de especialista!”, “De acordo com...”.

   "Com quem você acha que está falando? Eu sou é Doutor!"

   Já não bastasse a quantidade de "especialistas" que supostamente emitem opiniões mais dignas que um cidadão considerado comum, agora querem nos fazer engolir especialistas até em propaganda de Lasanha e de Salsicha.

  Não só ao final de inúmeras reportagens os tais especialistas são normalmente chamados de "doutores" e procurados por jornalistas para supostamente “darem valor” a tudo aquilo que eles dizem durante uma reportagem (nos consultórios médicos, ou nos escritórios de advocacia, por exemplo), mas agora também se PROLIFERAM "com nomes bacanas, difíceis" nos comerciais de TV, e no mínimo uma pitada de petulância ao tentarem me fazer acreditar que eu estou precisando de especialista  até para escolher a salsicha do meu cachorro-quente, ou a minha lasanha.

    Ah... Fala sério!

  Às vezes me pergunto: “Quem são os especialistas? Quais os critérios utilizados para se tornar um especialista? Quem são os especialistas que criam os critérios para que alguém se torne um especialista? Quanto eu devo duvidar menos do que um "especialista” me diz do que de um outro cidadão que é considerado comum só porque não se enquadra em determinados critérios?”

  Uma coisa eu lhe digo, minha amiga, meu amigo: cuidado com a Supremacia dos Especialistas e a patrulha da racionalidade. Pelo menos eu já estou de olho, claro! Vai que além de me darem "dicas" (serão mesmo só dicas?) sobre qual salsicha de cachorro-quente ou lasanha "eu devo comer",  eles também decidam, algum dia, que eu sou tão burrinho, mas tão burrinho, que eu não só não sei escolher lasanha ou salsicha para cachorro-quente, mas que também não tenho a capacidade para fazer quaisquer outras escolhas, como votar, por exemplo????


   A questão não é que não podemos acreditar no que nos dizem pessoas que, sob determinados critérios, sejam consideradas especialistas, ou que não podemos acreditar que pelo menos algumas delas realmente possuam um conhecimento maior do que a média em relação a determinado assunto.

     No entanto, necessário é não perdermos a nossa capacidade de refletir, de criticar e de duvidar daquilo que nos é apresentado, seja por um especialista ou por qualquer outro cidadão considerado comum(!). Importante também é que não nos esqueçamos que diplomas ou quaisquer outros títulos de reconhecimento nem sempre são acompanhados pelo "saber", e que há muitas pessoas, no mundo, "aqui fora", que, embora não sejam reconhecidas pela sociedade como "doutoras", também detêm uma enorme riqueza cultural e de conhecimento, que também deve ser no mínimo digna de ser considerada.

   É por isso que diante dos supostos especialistas que se proliferam, assim como de quaisquer outros cidadãos "apenas" considerados "comuns", posso até acreditar no que cada um deles me diz, sem problemas..., mas primeiro prefiro a DÚVIDA para todos eles sem nenhuma distinção de patente, de terno ou de jaleco. Não abro mão da minha capacidade de refletir e de criticar seja diante de quem for.




PS1: Esse recado mando especialmente aos (felizmente não todos!) médicos, dentistas, advogados e professores da faculdade de Direito que por serem nobremente tratados como "senhores doutores" e considerados especialistas acreditam que por si só isso é motivo para serem os únicos sujeitos capazes de conferir uma interpretação adequada sobre determinado assunto.

Esse recado vai especialmente a aquela parte de profissionais, "especialistas", que se esquece de que o povo ou os seus alunos, embora não sejam reconhecidos como"doutores", também têm a capacidade de duvidar, interpretar, opinar, criticar e discordar daquilo que lhes é apresentado.


PS2: duvido que o carinha do comercial da Seara provou o sensacional cachorro-quente que a minha mãe faz, ou aquele na praça da Igreja Matriz, aqui, em Nova Lima. "... Ele não sabe o que está perdendo..."...







AINDA PULSA!

Veraneiovascaina.blogspot.com

sexta-feira, 21 de março de 2014

A permanência dos motivos de Estado de Exceção na Sociedade Contemporânea (Tema dado em sala de aula)




Tempestade Cerebral do mês de março



   Na sociedade Contemporânea, há, sem dúvidas, a permanência de um Estado de Exceção latente e bastante criterioso quanto aos seus súditos.


   Diferentemente do que se possa imaginar, principalmente sob a ótica paradigmática de um Estado democrático e de Direito, o Estado de Exceção na sociedade Contemporânea não vige e impera só temporariamente e mediante o respeito a preceitos legais pressupostos pelo Constitucionalismo Moderno, mas sim durante todos os dias, no nosso cotidiano, mediante a institucionalização de políticas públicas inadequadas no trato a garantias de direitos individuais e coletivos fundamentais.


    Em sociedades como a brasileira, por exemplo, vários são os casos em que esse Estado de Exceção latente pode ser observado quanto ao seu conteúdo, bem como aos seus destinatários.


    Principalmente se tratando de grupos populares, direitos subjetivos públicos e individuais fundamentais, quando confrontados por supostos “interesses públicos”, com frequência têm suas garantias suspensas, mesmo quando protegidas pela rigidez da Constituição.


    Quando direitos fundamentais e aos serviços públicos de grupos populares, principalmente, são confrontados a interesses econômicos, é quando podemos ver quais são as garantias fundamentais que realmente são preponderantes numa sociedade Contemporânea na prática.


     No Brasil, por exemplo, megaeventos como a Copa do Mundo ilustram bem essa perspectiva de um latente Estado de Exceção.  Arraigado numa tradição excludente e preconceituosa, o Estado de Exceção brasileiro, sem nenhum respeito às pessoas envolvidas, facilmente se torna partícipe ou autor da destruição de casas, de escolas e da cultura do povo subjugando seus cidadãos aos interesses de uma elite abastada e detentora do poder de ditar o que faça parte do “interesse público”.


    Além de causados por megaeventos, no Brasil, fenômenos populares internos e seus adeptos são constantemente cunhados como vândalos, tendo suspensas suas garantias individuais e coletivas mesmo que à revelia da lei. Fenômenos como “os rolezinhos”, por exemplo, onde inúmeros jovens, com diferentes interesses (mas todos ligados pela sua condição social nada abastada) diariamente têm suspensos o seu direito de ir e vir, vendo espaços públicos apropriados pela raiz patrimonialista principalmente sobre os espaços urbanos brasileiros.


  Comerciantes, na defesa aos seus interesses, e consumidores, que não se dão o mínimo esforço no respeito às diferenças, utilizando-se, com frequência, do aparato estatal indevidamente para a distribuição de liminares e sentenças visando proibir a livre circulação dos considerados "diferentes".


    O Estado de Exceção na sociedade Contemporânea é uma realidade de modo que não mais é possível sua negação meramente respaldada na existência de princípios e normas que se afiguram no papel como democráticas, mas que, na prática, confrontam todos os parâmetros e objetivos de uma Constituição de um Estado que tem como primazia uma finalidade ética não só de respeito à dignidade da pessoa humana , mas também a sua garantia, que deve ser buscada e respeitada mediante o império da lei.


   É preciso mudarmos esta realidade.